quinta-feira, 21 de dezembro de 2017

A Alma Por Trás de... Larissa Andjara




A multidão aplaudiu e, Larissa, soube que o seu futuro era no palco. O calor da multidão, os aplausos, as luzes, a emoção… Era esta força que a fazia vibrar e querer mais, muito mais. Não basta fazer a “cover” de uma cantora com que o público a achava parecida. O palco era o seu  mundo, mas não a imitar uma cantora. Teria de ser “a cantora”. Só assim faria sentido, algo menos não iria de acordo com os seus princípios. Ou era cantora, ou não era. Para ela, a mulher furacão, nunca existiu meio termo.
Nasceu genuína. Nasceu transparente. Nasceu decidida… Digamos, para muitos, casmurra. Não foi fácil ser criança com a noção do que se quer. Não foi fácil acatar ordens. Não foi fácil aceitar as decisões dos outros. Não foi fácil fincar o pé quando não se tem o poder de decisão… Larisa, sempre travou uma batalha entre a sua personalidade e as regras da sociedade. Nunca aceitou ir contra os seus ideais, para ser aceite. Nunca aceitou usar máscaras e cair no erro de quem as usa e esquece de quem realmente é.
Nem por amor, Larissa, prescindiu de ser quem era. Amou loucamente, entregou-se completamente. Nunca soube fazer nada pela metade. Por amor, tentou tudo. Por amor, cedeu muito. Porém, sacrificou esse amor pela sua personalidade. Era impossível mudar para agradar. O sacrifício que esse amor pediu era grande demais: deixar de ser quem era. Com o coração em cacos, Larissa, virou as costas e seguiu em frente.
E caminhou… Caminhou em direção ao seu sonho. Caminhou em direção à sua genuinidade, com a dança no pé e a música no coração. Quando teve que parar, parou. Quando teve que voltar atrás, voltou. Quando teve que alterar o caminho, alterou. Quanto teve que descansar, descansou. E passo a passo, segue o seu caminho.

Para trás, ficou a família. As saudades sufocam e machucam. O coração apertado torna o caminho mais difícil. Mas nada que é conseguido sem sacrifício, vale a pena. A saudade que a sufoca é o motor que a faz mover. Seguir em frente, com o coração nas mãos e com medo do que se pode perder não é seguir em frente, é ficar no limbo, é balançar no meio termo. Larissa, não nasceu para ser uma pessoa de meio termo.  O palco é o seu futuro. Com a força de um furacão, avança. O seu lema sempre foi ou oito ou oitenta, e para a mulher furacão, o oito não contenta. 

Texto: Adelaide Miranda, Outubro 2017

A artista, Larissa Andjara, está disponível para contacto:

instagram: @larissaandjara
facebook: https://www.facebook.com/Larissaandjaraoficial